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Os indicadores de desempenho (KPI’s) foram desenvolvidos para avaliar, qualificar e quantificar o desempenho das atividades que são realizadas em uma empresa. Por meio da análise desses indicadores, é possível identificar os pontos que precisam de melhorias e criar estratégias para melhorar a produtividade das equipes, inclusive no departamento jurídico.

Uma pesquisa realizada pelo Fórum de Departamentos Jurídicos (FDJUR) em 2017 mostrou que o controle do número de processos (68%) e o orçamento do jurídico (58%) são os indicadores de desempenho mais utilizados nos departamentos jurídicos. Com 45%, na terceira posição, ficou a média do valor pago em ações.

Quais os benefícios de usar KPI’s na área jurídica?

Além de monitorar o desempenho financeiro, utilizar KPI’s na área jurídica auxilia na medição de metas e objetivos, na interação entre a equipe e na obtenção de informações a respeito do desempenho geral para a tomada efetiva de decisões. Também ajudam a melhorar a motivação dos funcionários, a satisfação do cliente e outros objetivos importantes para o crescimento e o sucesso dos negócios.

A partir da aplicação de KPI’s, é possível que as instituições encontrem meios para reduzir o contencioso de massa, por exemplo, sendo assim capazes de evitar disputas ou conflitos que geram processos judiciais. Todos esses benefícios aumentam a autonomia de profissionais e gestores, que podem se concentrar na tomada de decisões mais assertivas e estratégicas.

Atualmente, já existem soluções no mercado que, por meio do monitoramento e análise de dados, são capazes de gerar indicadores estratégicos em tempo reale assim, maximizar a qualidade da gestão de escritórios e empresas.

Quais indicadores podem ser utilizados?

Nem todos os indicadores de desempenho são essenciais a todos os departamentos jurídicos. Tudo vai depender das necessidades de cada empresa

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Os principais indicadores que podem ser usados pela área jurídica são:

Carga de trabalho

Refere-se à produtividade de cada profissional da equipe baseado na capacidade de execução de cada um. É possível analisar o número de assuntos tratados internamente dividido pelo número de advogados, por exemplo.

Controle da duração dos processo

Todo gestor jurídico deve conhecer o tempo gasto na execução de cada ação, seja ela um processo, um contrato, ou a elaboração de um relatório, a fim de avaliar o custo e a produtividade. Tempos de resolução mais longos podem significar menor eficiência e maior custo.

Para analisar a quantidade de processos ativos, basta dividir o número de novos contratos pela quantidade de serviços encerrados em um determinado período de tempo.

Orçamento

Monitorar os gastos e despesas é essencial em qualquer departamento. É preciso nomear as rotinas e saber o valor destinado a cada uma para evitar prejuízos, além de analisar a margem de lucro de cada projeto a fim de otimizar tempo e custo.

Satisfação do cliente

É importante analisar o nível de satisfação dos clientes, a quantidade e os assuntos das reclamações apresentadas para garantir que as estratégias estão sendo executadas de forma assertiva.