Veja Saúde: Como esta empresa de tecnologia ajudou o governo de SP a monitorar os casos de covid-19 | Semantix - Big Data, IA e IoT
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Veja Saúde: Como esta empresa de tecnologia ajudou o governo de SP a monitorar os casos de covid-19
26 de August de 2020

Uma das dificuldades dos governos municipais e estaduais na gestão da pandemia do novo coronavírus foi monitorar a disponibilidade de leitos nos hospitais. Para isso, a tecnologia tem sido uma grande aliada. No Estado de São Paulo, a empresa Semantix criou uma plataforma para monitorar esses dados.

Usando um aplicativo, os hospitais podem informar a quantidade de leitos disponíveis e ocupados, o número de pacientes com suspeita de covid-19, além de dados com idade e sexo dos pacientes. São mais de 900 hospitais ativos diariamente enviando informações. “A plataforma começou a funcionar em março, quando o efeito da pandemia já estava sendo discutido, mas o número de casos ainda não era tão grande”, diz Leonardo Santos, CEO da Semantix.

“Fomos chamados pela capacidade da companhia de usar dados, e engajamos a equipe com o propósito de usar a tecnologia para poder salvar vidas. Mesmo em home office, em um mês entregamos a plataforma”, diz.

Leonardo Santos, CEO da Semantix (Foto: Divulgação)
Leonardo Santos, CEO da Semantix (Foto: Divulgação)

O primeiro passo para criar a ferramenta foi inserir a matéria-prima para que a inteligência artificial pudesse trabalhar: os dados. “Sem eles, você não consegue criar um algoritmo”, diz Santos. Depois disso, é necessário higienizar a base de dados, e montar a engenharia de processamento. A terceira camada é a inteligência artificial (IA), que dá sentido para os dados inseridos. Com isso, é possível trabalhar com as informações geradas pela IA. “O sistema gera insights sobre a probabilidade de estrangulamento daquele determinado hospital, usando dados como o número de pessoas internadas e sua idade. Assim, é possível tomar decisões como mobilizar ambulâncias para levar pacientes de um hospital a outro, ou sobre áreas que podem começar a progredir na fase de abertura”.

A meta agora é tentar replicar o sistema e colocá-lo à disposição de outros estados. “O primeiro desafio para isso é a questão da cultura, de entenderem que a plataforma gera valor para o governo. A segunda dificuldade é que um projeto como esse expõe a deficiência na coleta de dados. Ainda precisamos criar a cultura de tomar decisões com base nas informações”, afirma Santos.

Outros setores

Desde o início da pandemia, o governo paulista não foi o único novo cliente da Semantix. “A companhia mais do que dobrou no período”, diz o CEO. O crescimento não vem apenas de novos clientes, mas de clientes antigos usando mais recursos oferecidos pela empresa. Para o executivo, essa alta é reflexo direto da aceleração na transformação digital em todos os setores. “A tecnologia não é mais uma questão de diferencial competitivo, é de sobrevivência”.

Uma mudança no período foi também o perfil dos clientes. Antes, a maioria era de grandes empresas, mas hoje as pequenas e médias começam a ver as vantagens de investir na tecnologia. “Isso foi uma surpresa para a gente”. Para atender esse novo público, foi necessário entender que o conhecimento desses empresários sobre a tecnologia é diferente. “As empresas maiores têm estrutura tecnológica, pessoas com qualificação que estão desenhando a estratégia do uso dessas plataformas e conhecem os benefícios para o negócio. Nas pequenas e médias empresas, o conhecimento não é tão profundo. Nesses casos, precisamos dar mais atenção aos clientes”, diz.

Expansão internacional

Em fevereiro, a Semantix abriu uma subsidiária nos Estados Unidos e com isso acelerou seu processo de expansão internacional. “Ganhamos o Rappi como nosso cliente, e você pode imaginar a demanda deles para consumir e processar dados. Foi quando decidimos abrir a subsidiária. A ideia agora é começar a atender outros clientes, sejam multinacionais brasileiras ou americanas, a partir dos Estados Unidos”, diz. 

“Temos orgulho de ser uma empresa 100% brasileira, de tecnologia, ganhando mercado internacional”, afirma Leandro. “Ser brasileiro é uma barreira de entrada muito grande, alguns mercados não veem isso com bons olhos e ficam preocupados com a qualidade da mão de obra e dos produtos, mas com a tecnologia estamos conseguindo mudar isso porque é muito fácil mostrar o valor da sua solução, e isso quebra qualquer tipo de receio”.

Veículo: https://epocanegocios.globo.com/

Data: 26 de agosto de 2020

Assessoria de imprensa: [email protected]

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